Pesquisa Doxa aponta duas mulheres no Senado pelo Amapá: Rayssa e Alliny lideram pesquisa

Alliny Serrão é a primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa do Amapá e construiu sua trajetória política a partir do interior do estado.

Ney Pantaleão
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A doze dias do primeiro turno, uma pesquisa do Instituto Doxa projeta duas mulheres ocupando as vagas do Amapá no Senado Federal. Rayssa Furlan lidera com 27,58% das intenções de voto, seguida por Alliny Serrão (União Brasil), com 17,75%. Atrás delas aparecem Acácio Favacho, com 16,68%, Lucas Barreto, com 14,61%, e Randolfe Rodrigues, com 13,52% — todos fora da zona de classificação no cenário atual. O levantamento ouviu 800 eleitores entre os dias 16 e 19 de setembro, nos municípios de Macapá, Santana, Mazagão e Porto Grande, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro AP-03045/2026 no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá.

Pesquisa Doxa aponta duas mulheres no Senado pelo Amapá: Rayssa e Alliny lideram pesquisa

O desempenho de Alliny Serrão chama atenção pelo contexto em que se deu. A candidata anunciou sua pré-candidatura ao Senado somente em 8 de junho — quando outros nomes já estavam colocados na disputa há mais tempo. Sua entrada ampliou para seis o número de pré-candidaturas então anunciadas para o Senado no Amapá. Desde então, os levantamentos divulgados ao longo da campanha registraram crescimento consistente nos percentuais da candidata, que chegou à reta final da campanha disputando diretamente a segunda vaga.

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Alliny é a primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa do Amapá e construiu sua trajetória política a partir do interior do estado. Criada em Laranjal do Jari, ela tem utilizado suas origens como elemento central da campanha. O lançamento oficial ocorreu no Vale do Jari, e o primeiro programa eleitoral de televisão também foi gravado na região, com imagens de sua infância, do início precoce no trabalho e de sua relação com a população local — uma escolha que a campanha usou para marcar diferença em relação aos candidatos com base na capital.

Ao longo da campanha, três temas apareceram com frequência em seus pronunciamentos: proteção às mulheres, inclusão social e desenvolvimento econômico do Amapá. Na pauta das mulheres, suas propostas incluem iniciativas de enfrentamento à violência e proteção às vítimas. No campo social, o discurso enfatiza oportunidades para moradores do interior e das áreas populares. No desenvolvimento, a candidata tem associado infraestrutura, emprego e integração econômica à ampliação das oportunidades no estado. Além dos programas eleitorais, Alliny participou de rodadas de entrevistas em emissoras de rádio e televisão, relacionando sua experiência como deputada estadual e presidente da Alap às atribuições que pretende exercer no Senado.

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O cenário atual da corrida ao Senado é de alta competitividade e pequenas margens entre os candidatos do segundo ao quinto lugar. Considerando a margem de erro de 3,5 pontos percentuais, os quatro candidatos que disputam a segunda vaga — Alliny, Acácio, Lucas e Randolfe — estão estatisticamente muito próximos, o que significa que qualquer resultado dentro da margem é tecnicamente possível. A definição da segunda vaga deverá ser decidida nos votos do dia da eleição.

A pesquisa Doxa é um dos últimos levantamentos antes do primeiro turno e representa um retrato do cenário a menos de duas semanas da votação. O resultado não constitui projeção definitiva de eleitos — apenas indica o estado das intenções de voto no período da coleta. Os demais candidatos ao Senado não foram mencionados nos dados divulgados pelo instituto até o fechamento desta reportagem.

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