Conexão TEA+ será lançado em Macapá para ampliar atendimento a pessoas com autismo com apoio da deputada Aline Gurgel

Projeto de telemedicina une poder público e instituições parceiras para facilitar acesso a cuidado especializado e emissão de laudos.

Ney Pantaleão
3 Min Read

Macapá vai receber na quinta-feira, 2 de julho, o lançamento do Conexão TEA+, projeto de telemedicina criado para ampliar o atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista e outras neurodivergências no Amapá. A apresentação será no Mont Blanc Eventos, às 9h, com participação de parceiros públicos e institucionais.

A iniciativa nasce de uma demanda real vivida por muitas famílias que enfrentam espera longa por atendimento, laudo e acompanhamento especializado. A proposta é encurtar essa distância e criar uma rede de cuidado mais próxima, contínua e humanizada.

Como o projeto nasceu
O ponto de partida foi a experiência do Instituto de Desenvolvimento e Acolhimento a Mães e Pessoas com Neurodivergências e Habilidades (IDAMPH), que identificou a dificuldade de mães e pais em conseguir atendimento adequado para os filhos. A partir desse cenário, surgiu a ideia de construir uma solução prática, com foco em inclusão e acesso.

Na sequência, o Instituto Mais Equinócio entrou na estruturação do projeto. A instituição, reformulada para atuar na captação de recursos e em ações de impacto social, participou da concepção e da organização da proposta que agora chega ao público.

O Conexão TEA+ também foi viabilizado por emenda parlamentar da deputada federal Aline Gurgel, em parceria com a Prefeitura de Macapá e o Governo do Amapá. Segundo a deputada, o projeto representa uma forma de usar a tecnologia para reduzir distâncias e ampliar o acesso ao cuidado especializado.

O que a plataforma oferece
A estrutura do projeto foi dividida em cinco etapas. Primeiro, haverá acolhimento e triagem. Depois, orientação para pais e capacitação de cuidadores. Em seguida, entram os estímulos e terapias, as consultas especializadas com emissão de laudos e, por fim, o acompanhamento contínuo das famílias.

A proposta inclui atendimento com profissionais habilitados, como neuropediatras, e busca organizar um fluxo mais completo de assistência. A ideia é que o suporte não fique restrito à consulta, mas acompanhe a rotina das famílias por mais tempo.

Impacto esperado
Mais do que uma ferramenta de telemedicina, o Conexão TEA+ pretende formar uma rede de apoio. O projeto também abre espaço para voluntariado, capacitação profissional e novas ações voltadas a pessoas com TEA e outras neurodivergências no estado.

Na avaliação da deputada Aline Gurgel, investir em inclusão significa garantir acesso real ao cuidado. Ela afirma que o projeto reúne poder público e sociedade civil em torno de um objetivo comum: oferecer mais dignidade às famílias.

Com o lançamento, o Amapá passa a contar com uma iniciativa que combina tecnologia, atendimento multiprofissional e acolhimento. Para muitas famílias, pode ser o começo de um caminho mais curto entre a necessidade e o atendimento.

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