Macapá entrou em 2026 com um cenário preocupante no trânsito. Entre janeiro e junho, 24 pessoas morreram em acidentes na capital, segundo dados oficiais da Delegacia Especializada de Repressão a Delitos de Trânsito (DPTran). O alto número representa praticamente uma morte por semana e reforça a gravidade do problema.

Os números chamam atenção porque o ano ainda está na metade. Em 2025, foram 34 mortes ao longo de 12 meses. Isso dá uma média de quase três por mês. Dezembro foi o mês mais violento, com seis registros. Em 2026, esse número já foi alcançado em março, mostrando uma piora no ritmo das ocorrências.

A DPTRAN é comandada pela delegada Josymária Coelho Jorge, que está à frente da especializada há 10 anos. O trabalho da equipe mostra que parte dessas mortes tem relação direta com comportamento de risco, principalmente bebida e direção, uso do celular ao volante e falta de atenção.

Na prática, os dados revelam um problema que vai além da estatística. Cada caso representa uma família atingida, uma rotina interrompida e um sinal de que a segurança viária precisa ser tratada com mais rigor. Quando a imprudência se repete, o resultado aparece nas ruas, nas avenidas e nas salas de emergência.

O balanço parcial de 2026 acende um alerta para motoristas, motociclistas e pedestres. Reduzir mortes no trânsito depende de fiscalização, mas também de mudança de postura de quem dirige e de quem circula pela cidade todos os dias.
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