Um roubo planejado e cercado de mistérios mobiliza a Polícia Civil do Amapá. Quase R$ 1 milhão em dinheiro vivo foi levado do cofre da concessionária Automoto Veículos, representante autorizada da Volkswagen no estado, localizada na Rua Leopoldo Machado, em Macapá. O crime aconteceu entre a madrugada de domingo (28) e segunda-feira (29) e é investigado pela Delegacia Especializada em Crimes Contra o Patrimônio (Deccp).

À frente das investigações, o delegado Bruno Braz Cordeiro afirmou que, até o momento, tudo indica que os criminosos agiram com informações privilegiadas. Isso porque não houve arrombamento nas portas da empresa e o grupo foi diretamente ao cofre onde estava guardado o dinheiro arrecadado pela concessionária e também pelos postos de combustíveis Automoto, pertencentes ao mesmo grupo econômico.
Segundo a polícia, pelo menos quatro pessoas participaram da ação. Um dos principais pontos apurados é a conduta de um dos vigilantes da empresa. Conforme a investigação, pouco antes do assalto ele deixou o local para comprar um lanche e saiu sem trancar a porta de acesso.

Enquanto isso, o outro vigilante permaneceu na concessionária. Em determinado momento da madrugada, quando dormia, ele foi surpreendido por dois homens encapuzados. De acordo com seu relato, foi rendido, amarrado e agredido pelos criminosos, que também levaram seus pertences pessoais. Apesar da suposta agressão, ele recusou-se a realizar exame de corpo de delito, circunstância que também passou a ser analisada pela polícia.
O delegado Bruno Braz informou que os criminosos demonstravam conhecer a rotina da empresa e sabiam exatamente onde estava o dinheiro. A equipe da DECCP solicitou perícia tanto no imóvel quanto no cofre para esclarecer como o grupo conseguiu acessar o local sem deixar sinais de arrombamento nas entradas da concessionária.

Outra linha de investigação envolve uma mulher que foi filmada por câmeras de segurança circulando nas proximidades da empresa poucos minutos antes da invasão. As imagens estão sendo analisadas e podem ajudar a identificar os envolvidos.
Durante as diligências, policiais civis também ouviram funcionários e outras pessoas ligadas à empresa, incluindo pessoas que receberam ligações telefônicas durante o período em que o roubo acontecia.
Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil segue reunindo provas para identificar todos os integrantes do grupo e esclarecer se houve participação de pessoas com acesso às informações internas da empresa.
Tem alguma notícia pra compartilhar? Envie no nosso WhatsApp aqui ou ligue (96) 99123-0707.