O Ministério Público do Amapá confirmou, na segunda-feira (13), a demissão de um servidor efetivo após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A decisão encerra uma apuração interna que também teve desdobramentos na Justiça criminal.
O servidor Gleidson Pereira Ramos, que ocupava o cargo de técnico ministerial na função de motorista e ex-dirigente sindical da categoria, foi desligado por prática de infrações graves às normas funcionais. A medida foi oficializada por meio de portaria assinada pelo procurador-geral de Justiça, Alexandre Monteiro, e publicada no Diário Eletrônico do órgão.

O caso começou a ser apurado após denúncias encaminhadas à Corregedoria-Geral do MP-AP. A partir daí, foi criada uma comissão para investigar os fatos, reunir provas e avaliar a conduta do servidor. Durante as investigações, segundo o órgão, surgiram elementos que indicaram a gravidade das irregularidades. Diante disso, o caso também foi levado à esfera criminal. Houve oferecimento de denúncia e a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado.

As acusações envolvem crimes de natureza sexual. Por causa da gravidade, foram adotadas medidas imediatas de proteção às vítimas. O MP informou que as pessoas afetadas receberam atendimento por meio do Centro de Atendimento às Vítimas, com apoio psicológico e acompanhamento especializado.
Com a conclusão do PAD e a confirmação das irregularidades administrativas, foi aplicada a penalidade máxima: a demissão do servidor. Em nota institucional, o órgão reforçou o compromisso com a responsabilização, a transparência e a garantia de um ambiente seguro dentro da instituição.
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