Desentendimento no Iapen deixa um morto e 15 feridos durante banho de sol na penitenciária masculina de Macapá

Confronto entre presos ocorreu na Vivência V4; duas armas de fogo foram apreendidas.

Ney Pantaleão
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Um desentendimento entre presos virou um princípio de motim na manhã desta quarta-feira (9/9) na Penitenciária Masculina (PEM) do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), em Macapá. O confronto deixou um morto e 15 feridos confirmados.

Desentendimento no Iapen deixa um morto e 15 feridos durante banho de sol na penitenciária masculina de Macapá
Detentos foram atendidos pelo SAMU.

A briga começou durante o banho de sol na Vivência V4, antigo pavilhão F4. Segundo informações apuradas pela reportagem, o confronto teria sido motivado por um acerto de contas entre membros de uma facção local e integrantes de uma facção do Rio de Janeiro. Essa versão não foi confirmada oficialmente pelo Iapen até o momento.

O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados para prestar os primeiros socorros. Os 15 feridos foram encaminhados ao Hospital de Emergências (HE). O Grupo Tático Prisional (GTP) atuou para conter o motim e restabelecer o controle da unidade. Durante a ação, duas armas de fogo foram apreendidas dentro da unidade prisional — dado que levanta questionamentos sobre como os objetos entraram no estabelecimento.

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A situação gerou tensão também do lado de fora do instituto. Parentes de presos estavam na entrada do Iapen aguardando para entregar produtos de higiene, limpeza e medicamentos — visita de rotina que coincidiu com o episódio.

Em nota divulgada após o ocorrido, o Iapen confirmou o confronto e informou que a ordem foi restabelecida. O instituto afirmou que “todas as providências administrativas e legais cabíveis foram tomadas de imediato”, incluindo atendimento médico aos feridos, acionamento das Polícias Civil e Científica para perícia e investigação, e abertura de procedimento interno para apurar responsabilidades.

A vítima foi identificada como Kristian dos Santos Benício. Ele era preso provisório — ainda aguardava julgamento — e estava detido pelo crime de homicídio. Kristian ocupava a cela 6b da Vivência V4.

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