Randolfe comemora autorização do Ibama para perfuração de novos poços de petróleo no Amapá

O senador pelo amapá, líder do governo lula no congresso, defende que riqueza do petróleo beneficie a população amapaense.

Ney Pantaleão
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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a perfuração de mais três poços exploratórios de petróleo na costa do Amapá, na região conhecida como Margem Equatorial. A notícia foi recebida e comemorada pelo senador Randolfe Rodrigues nesta sexta-feira (4), durante agendas de campanha que cumpria no estado.

A autorização amplia as pesquisas sobre o potencial energético da região e permite avançar na avaliação técnica da viabilidade de exploração de petróleo na área. Trata-se de uma etapa exploratória — os poços servirão para coleta de dados, não para produção comercial imediata. A decisão segue a descoberta de hidrocarbonetos pela Petrobras no poço Morpho, anunciada recentemente na mesma região.

Randolfe celebrou a decisão com declaração direta. “Recebo essa notícia com muita alegria. O Amapá tem uma oportunidade histórica diante de si. Precisamos conhecer o potencial da nossa região, sempre com responsabilidade, segurança e respeito absoluto ao meio ambiente. Se houver viabilidade, queremos que essa riqueza se transforme em emprego, renda, investimentos e qualidade de vida para o povo amapaense”, afirmou o senador.

O senador também defendeu que o desenvolvimento da Margem Equatorial seja conduzido com base em critérios técnicos e ambientais. “Estamos falando de uma agenda estratégica para o Amapá e para o Brasil. O caminho é avançar com ciência, tecnologia, segurança e responsabilidade, garantindo que qualquer atividade econômica gere benefícios concretos para a população”, completou.

O tema do petróleo tem ocupado espaço crescente no debate político amapaense. Candidatos ao governo e ao Senado nas eleições de 2026 têm incluído a Margem Equatorial em suas propostas, discutindo como eventuais royalties poderiam ser aplicados em infraestrutura, saúde, educação e geração de emprego no estado. A exploração, no entanto, ainda depende de mais estudos e de avaliações ambientais antes de qualquer decisão definitiva sobre a produção comercial.

A autorização do Ibama não encerra o debate sobre a viabilidade e os riscos da exploração na região. Organizações ambientais e comunidades tradicionais têm acompanhado o avanço das pesquisas com atenção, defendendo que critérios rigorosos de proteção sejam mantidos em todas as etapas do processo. A reportagem aguarda posicionamento do Ibama e da Petrobras sobre os detalhes técnicos e o cronograma das novas perfurações.

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