Apenas 20 ônibus circulando em Macapá não atende a demanda da população; motoristas e cobradores acumulam meses de salários atrasados

Moradores das zonas periféricas são os mais prejudicados. Em muitos bairros, o intervalo entre um ônibus e outro chega a ultrapassar uma hora.

Ney Pantaleão
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Os usuários do transporte coletivo de Macapá há meses vem enfrentando dias de sufoco. Representantes da Central Sindical e Popular (CSP Conlutas) estiveram reunidos com o prefeito em exercício, Pedro DaLua, na manhã de sexta-feira (20) para cobrar soluções urgentes para o caos no sistema.

Apenas 20 ônibus circulando em Macapá não atende a demanda da população; motoristas e cobradores acumulam meses de salários atrasados

Na pauta, os principais problemas abordados, foram: atrasos salariais de motoristas e cobradores, não pagamento do vale-refeição e uma redução drástica no número de ônibus nas ruas. Os trabalhadores relatam dificuldades financeiras e a paralisação parcial do serviço já afeta a rotina de milhares de passageiros.

Diante do impasse, Pedro DaLua garantiu que a Prefeitura faria ainda nesta sexta-feira o repasse financeiro à empresa responsável pelo transporte coletivo. O objetivo é regularizar os salários e benefícios em atraso, evitando uma greve geral que poderia paralisar completamente o sistema.

FROTA REDUZIDA E PASSAGEIROS NA MÃO
Mas a crise vai além dos salários, pois de acordo com a Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac), apenas 20 ônibus estão em circulação na cidade — um número insuficiente para atender a demanda da população. Com a frota reduzida, os passageiros enfrentam longas esperas nos pontos, ônibus lotados e viagens que duram muito mais que o normal.

Apenas 20 ônibus circulando em Macapá não atende a demanda da população; motoristas e cobradores acumulam meses de salários atrasados

Moradores das zonas periféricas são os mais prejudicados. Em muitos bairros, o intervalo entre um ônibus e outro chega a ultrapassar uma hora. Trabalhadores que dependem do coletivo para chegar ao emprego têm perdido horas de serviço ou chegado atrasados.

A PMM informou que acompanha de perto a situação e que novas medidas poderão ser adotadas para garantir a normalização do serviço. A expectativa agora é que o repasse prometido normalize os salários e, com isso, mais veículos voltem a circular nos próximos dias.

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