Empresário é preso ao tentar retirar carro apreendido com documento falso em depósito da PRF

O homem, de 37 anos, tentou retirar um veículo apreendido com documento falsificado, mas acabou autuado em flagrante e solto após pagar fiança de R$ 32 mil.

Ney Pantaleão
3 Min Read
Foto: ilustração.

A tentativa de retirar um carro apreendido de um pátio arrendado para a Polícia Rodoviária Federal terminou em prisão na tarde de terça-feira (5/5). Um homem de 37 anos foi flagrado pela PRF usando um Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) falsificado e acabou autuado por uso de documento falso.

A abordagem aconteceu quando ele tentou reaver o veículo VW/Fox Connect MB, apreendido e custodiado pela empresa Pátio Sul Macapá, que presta serviço de guincho e guarda de veículos à PRF. Foi nesse momento que os agentes desconfiaram da autenticidade do documento apresentado.

Como a fraude foi percebida?
Segundo a PRF, a checagem começou pela conferência dos dados no sistema do Detran do Amapá. A consulta mostrou que o último licenciamento registrado para o veículo era de 2023, e não de 2026, como constava no papel apresentado pelo suspeito.

Em seguida, os policiais analisaram o QR Code do documento por meio do aplicativo oficial VIO. A leitura retornou informações compatíveis com o CRLV-e de 2023, o que reforçou a suspeita de falsificação. Diante dos indícios, o homem foi preso em flagrante.

Decisão judicial
Depois da prisão, o caso foi analisado pelo juiz federal substituto Pedro Henrique Cavalcanti Brindeiro, da 4ª Vara Federal do Amapá. Ele homologou o flagrante e, ao mesmo tempo, concedeu liberdade provisória ao investigado.

O juiz fixou fiança de 20 salários mínimos, no valor de R$ 32.420,00, que foi paga. Também determinou comparecimento bimensal em juízo, sempre no dia 6 de cada mês, a partir de junho de 2026, além da proibição de sair da comarca sem autorização judicial.

Quem é o acusado?
O homem identificado no caso é contador e empresário. Segundo a informação repassada, ele administra ao menos quatro empresas diferentes. O processo agora segue com as providências judiciais e policiais cabíveis. A apuração deve avançar sobre a origem do documento e a responsabilidade penal pelo uso do material falsificado.

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