Uma investigação que começou em 2019 ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (13). A Polícia Federal deflagrou a Operação Pedágio 2 para apurar o desvio de milhões de reais destinados a obras em trechos sem asfalto da BR-156, principal rodovia do Amapá. O deputado federal Vinícius Gurgel (PL) foi um dos alvos.
Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados aos investigados, com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação é um desdobramento da Operação Pedágio, de 2019, quando a PF já havia apreendido carros de luxo e dinheiro vivo. Agora, os crimes sob mira são organização criminosa, corrupção e fraude a licitações.
Gurgel é suspeito de ter usado sua influência política para direcionar licitações de serviços de manutenção da BR-156 e para indicar nomes para cargos estratégicos na Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) no estado.

A investigação ganhou um reforço de peso com a homologação do acordo de delação premiada do prefeito de Tartarugalzinho, Bruno Mineiro, que topou. Segundo a PF, ele firmou acordo e entregou detalhes do esquema, que teria começado ainda em 2015. As informações indicam que servidores públicos exigiam de 3% a 5% do valor das faturas para liberar pagamentos a empresas contratadas, além de uma taxa extra para “atestar” a regularidade das obras sem qualquer fiscalização de verdade.
Vinícius é aliado político do prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e foi responsável pela indicação de sua companheira, a ex-deputada Luciana Gurgel, para assumir a Secretaria Municipal de Assistência Social da capital.

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