Na iminência do bolso do consumidor do Amapá levar um novo choque, dois dos principais políticos do Estado foram à luta para segurar o reajuste. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, e o líder do governo, Randolfe Rodrigues, notificaram oficialmente a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para impedir a votação do reajuste anual da tarifa de energia no Amapá, que pode chegar a assustadores 32%.

“Estamos lutando para que os amapaenses não paguem novamente por uma tarifa injusta. A Aneel deve cumprir a lei antes de deliberar qualquer aumento”, afirmou Davi Alcolumbre.
A dupla protocolou um ofício urgente na segunda-feira (08/12) com o pedido de retirada de pauta da reunião de hoje, terça (09/12), a votação do aumento anual da tarifa da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).

A justificativa dos parlamentares é técnica, mas o objetivo é proteger o bolso. Eles argumentam que a Aneel não pode decidir sobre o novo valor antes de colocar em prática uma nova regra aprovada recentemente pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula.

“Não se justifica deliberar reajuste sem que estes cálculos sejam feitos. O recurso público deve abater os aumentos, especialmente nas nossas regiões”, explicou o senador Randolfe ao Portal Ney Pantaleão.
Essa regra, a Medida Provisória 1.304/2025, criou um mecanismo de alívio para as tarifas do Norte e Nordeste. Ela permite que ativos (bens e recursos) da União sejam usados para abater ou até mesmo impedir aumentos nas contas de luz dessas regiões, historicamente mais castigadas.
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